Programa mensal de Operação – Novembro – Safira Energia

Programa mensal de Operação – Novembro

Seguem os principais pontos do Programa Mensal de Operação do mês de novembro:
– O mês de outubro teve um comportamento diferente das chuvas quando comparado com o mês de setembro. Com as chuvas se espalhando no decorrer do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, típico da estação chuvosa, logo, o início do período chuvoso está normal, dentro do padrão da época do ano. Outro comportamento padrão do período do ano é nebulosidade no Nordeste que ocorreu e afetou o desempenho da geração eólica no subsistema. A temperatura, diferente do mês de setembro, e devido ao avanço das frentes frias, na região Sul foi registrado anomalia negativa de temperatura máxima, enquanto o Sudeste e Norte ficaram em torno da média e o Nordeste continuou com anomalia positiva de temperatura máxima.
– Outro destaque do mês de outubro foi a decisão do CMSE pelo desligamento das usinas térmicas despachadas adicionalmente por Garantia Energética, em função das melhorias das condições energéticas, principalmente pelo desempenho do reservatório do Sudeste.
– Sazonalmente, o desempenho da geração eólica começa a reduzir em outubro, isso de fato ocorreu e foi necessário despacho fora do mérito na região Nordeste para fechamento do balanço energético no submercado.
– Durante o mês de outubro ocorrerá a parada para manutenção da usina de Angra 1 (630 MW) a partir de 27/10 até 30/11.
– O eletrodo de terra do Bipolo 2 está disponível aguardando condições de geração nas usinas do Rio Madeira para realização dos testes. É necessário ter uma condição de vazão que possibilite uma potência em torno de 2.100 MW para programar os testes. De acordo com os resultados dos testes, se favoráveis e antes do prazo, os limites de escoamento podem ser antecipados. O limite de escoamento, atualmente, está no modelo até fevereiro do ano de 2019.
– O Sudeste apresentou desempenho suficiente para o reservatório finalizar melhor do que o previsto no início do mês, chegando no final de outubro com valor acima de 20%, a bacia do Grande e do Paranaíba em torno de 16%. A região Sul também apresentou bom desempenho em torno de 68%, com destaque principalmente para a bacia do Iguaçu que começou o mês em torno de 20%, atualmente a previsão para fechamento do mês é superior a 60%.
– Em relação a região Sul, no mês de outubro o destaque foi a maximização da geração, principalmente na bacia do Iguaçu, devido a melhora da disponibilidade energética. Diante disso, a exploração da geração deve continuar e em função disso, o Sul deve permanecer a condição de precipitação favorável e também de fornecimento de energia para a região Sudeste. O envio de energia do Sul para o Sudeste dobrou em relação ao realizado em setembro, na média de 1.200 MW de intercâmbio.
– O intercâmbio internacional continua acontecendo, porém em menor quantidade e diferente do mês de setembro, em outubro a Argentina não enviou energia, praticamente somente ocorreu recebimento internacional via Uruguai.
– Mesmo com a situação mais favorável das condições energéticas no restante do SIN, que auxiliou para que fosse dimensionado a utilização a menor de geração da usina de Tucuruí, a curva de armazenamento continua abaixo da curva de referência da usina.
– Em relação a geração eólica no Nordeste, esse ano de 2018 a volatilidade foi maior que nos anos anteriores, com desvio, em outubro, em torno de 20% do que foi verificado em setembro. Por consequência dessa volatilidade, os valores diários do início do mês que chegou a atingir máximo próximo de 7.000 MW de geração da fonte, no meio do mês verificou em alguns dias valores máximos próximos de 2.200 MW. Mesmo diante desse desempenho da geração eólica, em conjunto com o atendido das restrições de defluência mínima da bacia do São Francisco, somado com o recebimento de energia via intercâmbio superior a 3.500 MW, foi necessário despachar térmica fora do mérito na região, que não acontecia desde junho, para fazer o fechamento do balanço energético da região. Baseado nesse cenário, o Nordeste mudou o sentido de intercâmbio e virou importador de energia e não mais exportador como acontecia desde julho desse ano.
– Mesmo com o verificado em outubro, a condição atual na bacia do São Francisco, em relação ao histórico, apresenta níveis próximos dos de 2012 com uma condição melhor que os últimos anos. Diante disso, na última reunião de acompanhamento da situação da bacia foi decidido que com a expectativa do cenário meteorológico atual sendo favorável e de melhor desempenho das condições energéticas, a defluência do São Francisco a partir de dezembro aumentará sua defluência mínima de 600 m³/s para 700 m³/s.
– Sobre os fenômenos climáticos, o padrão das águas do Pacífico, em sua maioria, continua quente, acima de temperatura de 0,5°. Porém, não atingiu ainda todas as áreas do oceano, a parte mais próxima da América do Sul está quente, mas menos aquecida do que as outras. A perspectiva da probabilidade de El Niño não se alterou em relação ao mês anterior, o fenômeno deve começar ao longo do último trimestre de 2018 e permanecer até o fim do verão de 2019, e posteriormente com tendência de decaimento da temperatura do Pacífico tendo para neutralidade.
– Com relação a expansão do hidráulica no Sistema Interligado, a maior diferença foi de 776 MW, causada principalmente por atraso em máquinas da usina de Belo Monte. Sobre a expansão térmica, a maior diferença, em relação ao PMO de outubro, foi de 402 MW por atraso na usina Mauá 3.

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