Resumo do Programa Mensal de Operação

06/09/18

– Durante o mês de agosto menos frentes frias passaram pelo SIN, quando comparado com o mês anterior. Porém, as precipitações apresentaram melhor resposta e as bacias do Paranapanema, Tietê e Grande devem fechar o mês com volume superior à média de agosto. Nos últimos dez dias de agosto, a região Sul recebeu chuva, mas insuficiente para que as bacias desse submercado atingissem a média do mês.
– O mês de agosto foi o que mais se aproximou do padrão de inverno, principalmente em relação a temperatura que apresentou anomalia de temperatura máxima e mínima abaixo da média para essa época do ano nos Estados até Minas Gerais.
– A plataforma de Mexilhão, que teve sua manutenção iniciada em 24 de julho, começa a injetar gás na sua malha a partir de 08 de setembro. Algumas usinas térmicas em manutenção programada em aproveitamento do período de parada da plataforma estão voltando a ficar disponíveis e a maioria dos retornos devem acontecer durante o mês de setembro.
– A operação do mês de agosto foi diferente do que estava sendo, no Nordeste o intercâmbio é praticamente definido em função da geração eólica, no Norte na estratégia de otimização da disponibilidade energética de acordo com a usina de Tucuruí, o Sudeste responsável pelo fechamento do balanço energético do SIN, e o Sul é a região que pode causar diferença na operação, que ao longo dos últimos meses não apresenta bom desempenho energético e se faz necessário acompanhamento do comportamento dos reservatórios que está em queda consecutiva desde de abril.
– A exploração do Sul foi contida pois a estiagem continua na região, e por consequência, a exploração dos intercâmbios foi elevada no decorrer do mês de agosto. Outro incremento necessário na operação foi o recebimento da energia vinda do Uruguai que nesse mês ocorreu em todas as semanas. A partir disso, para fechamento do balanço, diante da necessidade de complementar a geração do Sul com outras usinas do Sistema, a utilização da geração da usina de Tucuruí durante todo o mês foi maximizada, impactando no reservatório da usina que atualmente está abaixo da curva de deplecionamento referência da usina. A tendência é que essa operação continue e que possa levar a antecipação da fase II de Tucuruí, que estava prevista para parar as máquinas no final de novembro, que dependendo da evolução energética, principalmente da disponibilidade do Sul, pode ser que antecipe para outubro.
– A partir desde mês, a taxa de deplecionamento no Sudeste começa a aumentar, pois a exploração hidráulica nas cabeceiras da região começa a ocorrer para atendimento da carga que deve apresentar incremento devido a temperatura mais alta até o final do ano. Atualmente o reservatório depleciona em torno de 0,2% no dia e deve chegar até final do ano em 0,5% de queda diária. O Operador apresentou estudo com expectativa de que o reservatório para a região Sudeste no final de novembro alcance valor próximo de 14%, chegando em algumas usinas com valores críticos abaixo de 10%. Diante desse estudo, o Operador informou que vai solicitar reunião extraordinária no âmbito do CMSE – Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, para expor a atual condição crítica do Sistema com a finalidade de conseguir autorização para despachar térmica por fora da ordem de mérito em todo o SIN.
– A fonte eólica e fotovoltaica apresentou bom desempenho na região Nordeste em agosto. A geração solar atingiu o recorde diário de geração. A fonte eólica atingiu montante superior a 7.100 MW de geração diário, alcançando o recorde e fazendo da fonte responsável, em algum momento
do dia, por atender 98% da demanda no Nordeste. Diante dessa situação, não está ocorrendo
despacho térmico por fora da ordem de mérito na região. A expectativa é que os recordes do
Nordeste continuem sendo batidos, pois o mês de setembro é o melhor de geração eólica na região.

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