Programa Mensal de Operação | Out/2019

07/10/19

Pontos de destaque do Programa Mensal de Operação de outubro de 2019:

Sobre a meteorologia foi apresentado que no decorrer do mês de setembro não ocorreram grande acumulados de chuva no Sistema Interligado. Na primeira semana a chuva que ocorreu chegou até a bacia do Paranapanema no Sudeste, na segunda semana teve atuação de um bloqueio atmosférico que fez com que as chuvas ficassem restritas ao extremo sul da região Sul, na terceira semana com a quebra desse bloqueio a precipitação de fraca intensidade ocorreu nas bacias do Sul, e na última semana do mês frente fria chegou até o Sudeste atingindo até a bacia do Tietê. Como o acumulado foi de fraca intensidade, em praticamente todo o SIN, a anomalia verificada até o momento em setembro é predominantemente negativa. Em relação a temperatura registrada, tanto a mínima quanto a máxima apresentaram anomalias positivas na região Sudeste no mês atual, já nos submercados Sul, Nordeste e Norte, em alguns pontos à mínima apresentou anomalia positiva.

Durante o mês de agosto, o desempenho da fonte eólica no Nordeste teve destaque e recorde diário de geração foi quebrado. Nesse mês de setembro isso continuou acontecendo no Nordeste e também no SIN que gerou montante superior a 11.000 MW. Dessa forma, a região segue no terceiro mês sendo, na média, exportadora de energia para o SIN, assim como aconteceu nesse mesmo período no ano anterior.

O comportamento do reservatório da usina de Tucuruí continua acompanhando, com uma distância entre 2% a 3%, a curva de referência de deplecionamento.

Diferentemente do informado em reuniões anteriores, a CCEE continuará representando a restrição de intercâmbio da linha de transmissão que liga a parte Sul do SIN com a parte Norte. De acordo com representante da instituição com base em consulta a ANEEL o entendimento é de que restrição com duração superior a um mês deve ser representada mesmo no último mês.

A operação da região Sul foi em função do constante deplecionamento dos reservatórios no submercado, sendo recebedora de energia por dois meses seguidos. Somente o Sul apresenta níveis de armazenamentos piores do que o ano passado, todas as outras regiões estão em situação melhor esse ano.

A expectativa para operação no mês de outubro é semelhante à desse mês de setembro. O Norte continua operando seguindo a curva guia de deplecionamento da usina de Tucuruí, no Nordeste a exploração da geração eólica continua acontecendo, a região Sul deve permanecer recebendo energia devida a situação desfavorável dos reservatórios, e o Sudeste continua fazendo o fechamento do balanço energético do SIN.

A partir desse mês a versão utilizada para o modelo Newave será a 26, substituindo a 25 depois que o CEPEL identificou um erro no cálculo da geração hidráulica máxima dos reservatórios equivalentes de energia.

No último PMO foi indicado que estavam sendo realizados estudos sobre a defluência utilizada na bacia do Rio São Francisco, na região Nordeste. A ANA autorizou a flexibilização do valor de defluência máxima informada nos modelos, a partir desse mês. Até setembro as defluências mínimas e máximas estavam travadas em 800 m³/s, agora a defluência mínima continua travada em 800 m³/s, porém as máximas passaram para 950 m³/s em outubro e 1.000 m³/s para novembro nas usinas de Itaparica, Complexo Paulo Afonso e Xingó.

A equipe de meteorologia apresentou que não ocorreu mudança significativa em relação ao exposto mês passado. A expectativa para o próximo trimestre é de elevação das temperaturas em todo o SIN por conta da primavera e o volume de precipitação deve aumentar. O Oceano Pacífico permanece em neutralidade e a previsão é de continuar neutro pelo menos até final do ano. Por conta da ausência de forçante do Oceano, não há um padrão de previsão de chuva nos diversos modelos apresentados, a equipe acredita que o mais provável é chuva próximo da média.

Em relação a expansão do Sistema, a maior diferença comparado com o mês anterior da fonte hidráulica foi de 100 MW, já na expansão da fonte térmica a diferença foi mais relevante motivado pela postergação da usina Porto Sergipe em 1.516 MW.

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