Programa Mensal de Operação | Carga (junho/2019)

06/06/19

Pontos de destaque do Programa Mensal de Operação de junho de 2019.
Durante o mês de maio houve um aumento no número de frentes frias que atingiram a região Sul em relação a abril, entretanto essa maior frequência se manteve dentro da média esperada para o mês. Estas frentes avançaram pouco e tiveram passagens mais litorâneas, ficando mais restritas às bacias do Uruguai e Jacuí. Deste modo, registrou-se anomalias positivas de precipitação no submercado Sul e negativas nos submercados Sudeste e Nordeste.
Em função do menor avanço das frentes frias foram registradas anomalias positivas de temperatura para o mês de maio em quase todo o território nacional, mas, ainda assim, as temperaturas foram mais amenas que as registradas no mês de abril, isso causou uma redução da carga. No entanto, a carga anual registrou um aumento de 3,2% comparado com o ano anterior.
Um dos destaques do mês de junho foi o retorno da operação de Angra II, que saiu para manutenção em 22/04, disponibilizando 1350 MW de potência para o Sistema. Outro ponto, também de destaque, são as medidas adicionais de segurança para operação energética que serão adotadas durante o decorrer da competição da Copa América, entre os dias 14 de junho e 07 de julho. Além disso destacou-se o início da temporada de praias do rio Tocantins, durante o qual a defluência mínima da UHE Serra da Mesa será estabelecida em 300 m³/s.
Quanto às políticas de operação energética, a região Norte continua apresentando excedentes na geração hidráulica, assim como a região Sul. Esse cenário possibilitou a transferência de energia para a região Sudeste. Na região Nordeste, a geração eólica teve desempenho acima do esperado, permitindo redução no recebimento de energia por intercâmbio. Os excedentes da região Sul e Norte somados ao menor recebimento de energia do Nordeste, permitiram à região Sudeste fazer o fechamento do balanço energético por meio de intercâmbio, possibilitando armazenar água nos reservatórios desta região.
Quanto ao cronograma de expansão, houve entrada em operação comercial da segunda máquina da UHE Colíder e atraso nas UG 1 e 2 da UHE Sinop.
Na região Sudeste, as bacias do Grande e do Paranaíba registraram as melhores precipitações dos últimos 6 anos. Devido ao déficit nos anos anteriores, podemos considerar que o acumulado dos 6 anos corresponde somente a 5 períodos úmidos.
A usina de Tucuruí continua vertendo e a expectativa é de que esse cenário se mantenha pela primeira quinzena de junho. A política operativa continua sendo a de explorar os excedentes energéticos da usina, até que as vazões diminuam.
Na região Nordeste, com o bom desempenho da geração eólica espera-se não haver despacho fora da ordem de mérito e diminuição da geração hidráulica. A bacia do São Francisco apresenta condições hidrológicas melhores do que nos últimos anos.
Para a região Sul, espera-se que haja o avanço de uma frente fria no submercado a partir de 01/06, atingindo a princípio as bacias do Uruguai e Jacuí, e avançando sobre o Iguaçu e Paranapanema até atingir as bacias do Tietê, Grande e Paranaíba, no Sudeste. Assim, o Sul deve continuar com excedente de geração hidráulica, enviando energia para o Sudeste para fechar o balanço energético desta região.
O fenômeno El Niño desintensificou, pois as anomalias positivas de temperatura da superfície do Oceano
Pacífico esfriaram, porém nos modelos continuam prevendo a persistência acima de 60% de probabilidade do fenômeno atuar até agosto.

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