Meteorologia da semana

25/05/18

Confira os pontos principais da meteorologia e os impactos dentro do sistema!

– Durante todo o mês de maio as chuvas ficaram abaixo da média nas principais bacias do Sistema Interligado. Dessa forma, os registros de ENA das bacias do Grande e Paranaíba, no Sudeste, ficaram entre os cinco piores do histórico de maio. Somente na última semana do mês uma frente fria avançou causando precipitação nas bacias do Sul e em parte do Paraná, Paranapanema e na usina de Itaipu.
– A temperatura no final do mês surpreendeu e a queda da temperatura nas regiões Sudeste e Sul afetou a carga no SIN. Quando comparada, as curvas de cargas do início do mês com o final de maio, nas primeiras horas do dia, a diferença foi de 3.500 MWmed, e durante o dia essa diferença atingiu montante próximo de 5.500 MWmed a menos de consumo no Sudeste. Na região Sul nas primeiras horas o consumo caiu em torno de 500 MWmed e durante o dia atingindo menos 2.000 MWmed de carga.
– Outra consequência dessa queda de temperatura, e de consumo, foi nos reservatórios das regiões Sudeste e Sul, que no decorrer do mês parou de cair e conseguiu sustentar os valores sem queda expressiva. O Sudeste inclusive chegando em situação semelhante aos valores dos reservatórios registrados no final de maio de 2017.
– Com a recessão das chuvas e devido ao aumento do custo da energia, houve durante o mês de maio intercâmbio internacional a partir das conversoras de Melo e Rivera no Uruguai, o que não acontecia desde o final do ano passado.
– Coincidentemente, a usina de Tucuruí cessou o vertimento na mesma data que ocorreu no ano passado, no dia 16 de maio. O período de praia na bacia do Tocantins começa no dia 10 de junho e está previsto até meados de agosto, travando a defluência da usina de Serra da Mesa.
– A geração eólica no Nordeste, mesmo oscilando, com dia de geração inferior à da geração fotovoltaica, registrou bom desempenho durante o mês, diminuindo o montante de energia recebida pela região quando comparado com o mês anterior. Dessa forma, o total de despacho térmico por fora da ordem de mérito no Nordeste foi menor que no mês de abril.
– A operação esperada para o mês de junho não deve ser diferente do que a registrada no mês de maio, no Nordeste a geração minimizada em função da flexibilidade das defluências mínimas e o intercâmbio variável de acordo com o comportamento da geração eólica e da carga na região. No Norte geração dimensionada de acordo com a disponibilidade energética, assim como no Sul que deve ter sua geração em função da evolução das condições hidroenergéticas. E por fim, o Sudeste com geração para fazer o fechamento do balanço energético no Sistema Interligado.
– Em relação a expansão do Sistema, ocorreu atualização hidráulica em relação a entrada das máquinas da usina de Belo Monte, com atraso de até 2 meses. A máquina 9 da usina, de 611 MWmed, está prevista para entrada em operação comercial a partir de julho. A expansão térmica não teve alterações relevantes.

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