Forte aumento de tarifas atrai grandes empresas para o mercado livre – Safira Energia

Forte aumento de tarifas atrai grandes empresas para o mercado livre

Possibilidade de contratos de longo prazo de fornecimento de eletricidade protege consumidores de tendência inflacionária e traz ganho de competitividade a fabricantes de diversos segmentos

O encarecimento das tarifas de energia e a necessidade de competitividade atraem para o Ambiente de Livre Contratação (ACL) diversos segmentos da indústria. Além de permitir maior controle do consumo, modelo pode alavancar uso de fontes renováveis. “A recente explosão tarifária causou uma corrida de empresas interessadas em fazer a migração. O mercado livre de energia permite preços e produtos diferenciados, enquanto o consumidor tradicional fica muito passivo, apenas usa e paga, não tem muita gestão”, aponta o diretor de regulação da Safira Energia, André Cruz.
Desde 2014 as tarifas de energia do País acumulam um aumento significativo, que pode chegar a 44% ao final de 2018, de acordo com estimativas da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). Para fugir dessa inflação, empresas recorrem ao ACL, que permite contratos de fornecimento de longo prazo por um preço fixo. “Quando o preço de referência do mercado livre está baixo e a tarifa do mercado regulado está alto, é o momento ideal de migrar. Então o consumidor fica protegido das variações”, explica a diretora de gestão da Electra Energy, Angela Saraiva.
No mercado livre desde 2016, a Embalagens Industriais Adesi Coating contabiliza redução de gastos com energia em cerca de 50% nos últimos 15 meses. “A premissa básica é que teríamos 25% de ganho com a energia, através da contratação com a Electra. Mas, por deixar de pagar o horário de ponta, eu parei de usar geradores e minha economia foi de 40%. Com essa diferença, investi em eficiência energética, mudamos para LED e cheguei a esses 50%”, explica o superintendente da Adesi, Jacinto Cianfarano.
Cruz cita o caso de uma empresa de siderurgia de Minas Gerais, que por razões de confidencialidade, não pode ter seu nome divulgado. “Foi feito contrato de energia por três anos, entre 2019 e 2021, e conseguiu uma boa condição que trará 15% de redução mensal. ” De acordo com a Safira, isso representa R$ 70 mil reais por mês para a empresa.
No mercado livre desde 2010, a Minasa Trading International registrou economia média de 16% com energia no ano passado. “Somos uma indústria do setor têxtil, um segmento muito difícil, margens muito espremidas. O foco com a migração era a redução de custos e melhora na competitividade”, afirma o supervisor financeiro da Minasa, Heitor Romero. Com recentes iniciativas de eficiência energética, a empresa espera economia de 20% a 30%. Fontes renováveis
Cruz destaca que, além do ganho financeiro, o ACL também permite a escolha do tipo de fonte energética. “A empresa pode optar por uma geração renovável, como eólica ou solar, e ganhar uma certificação de energia verde. No mercado cativo você não tem essa possibilidade. ” Desta forma, esse modelo de contratação pode contribuir para a expansão o uso dessas fontes. “Pode alavancar a energia limpa. O consumidor cativo não consegue garantir de onde vem o seu consumo em meio ao mix das distribuidoras. No mercado livre, você pode escolher ou comprar de uma empresa que garante que o parque gerador é renovável”, declara o diretor de regulação da Safira.

Fonte: DCI

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